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1 16/11/2018 08:54

Representantes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) entregarão ofício à embaixada de Cuba nesta sexta (16/11) com um apelo para que o país reconsidere a decisão de abandonar o programa Mais Médicos, informa a coluna painel, da Folha. Conforme publicação, secretários municipais de Saúde também planejam ir à embaixada para tentar conversar com cubanos sobre os riscos da saída imediata dos médicos.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios Glademir Aroldi afirmou, em nota à imprensa, que a saída de médicos cubanos do programa Mais Médicos pode significar “estado de calamidade pública” e, por isso, precisa de recuperação em curto prazo. Ele alerta que a falta dos profissionais podem afetar mais de 28 milhões de pessoas.

“A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo. Nesse sentido, a CNM aposta no diálogo entre as partes para os médicos cubanos permanecerem no país pelo menos até o final deste ano ou, se possível, por tempo maior a ser acordado entre os dois países”, diz o representante de prefeituras.

Segundo ele, a entidade já buscou em Brasília o atual governo e o governo de transição de Jair Bolsonaro para que, em conjunto, “fosse possível adotar medidas que garantam a manutenção dos serviços de atenção básica de saúde”.

A nota cita dados da Organização Panamericana da Saúde (OPAS), que informa que 8.500 médicos cubanos atuam na Estratégia Saúde da Família e na Saúde Indígena. “Esses profissionais estão distribuídos em 2.885 municípios, sendo a maioria nas áreas mais vulneráveis, como o norte do país, o semiárido nordestino, as cidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), as terras indígenas e as periferias de grandes centros urbanos”, diz o comunicado.

“Entre os 1.575 municípios que possuem somente médico cubano do programa, 80% possuem menos de 20 mil habitantes. Dessa forma, a saída desses médicos sem a garantia de outros profissionais pode gerar a desassistência básica de saúde a mais de 28 milhões de pessoas”, alerta.

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