Esportes

1 17/02/2018 10:00

O clássico Ba-Vi mexe com as emoções, e, no dmoingo (18), os dois maiores times do estado ficarão frente a frente no primeiro duelo do ano, tendo o Barradão como palco, às 16h. 

Se dentro de campo a rivalidade é acirrada, fora dele o pedido é por paz. Depois de seis clássicos, o Ba-Vi vai voltar a ter a presença das duas torcidas no estádio.

Para o técnico Vagner Mancini, ter rubro-negros e tricolores nas arquibancadas realça o brilho da partida. “Eu, sinceramente, disse um dia aqui em entrevistas, acho que seria retrocesso Ba-Vi só com uma torcida, assim como todos os clássicos do Brasil. Isso que simboliza rivalidade sadia. Quando você tira a possibilidade do cidadão ir ver o seu time jogar, tem que repensar onde vive, as leis que regem o seu país. Fico feliz de saber que as duas torcidas estarão aqui. Espero que as duas torcidas façam a festa. Que seja um jogo sem violência, bem jogado”, afirmou o treinador do Vitória.

Do lado tricolor, Guto Ferreira corrobora a ideia e também espera um clássico de paz entre as duas torcidas. Para ele, as atenções devem estar voltadas para o que acontece dentro do campo.

“O torcedor presente é de suma importância. Mais que isso, é importante um clássico de paz, valorizar o esporte e não os valores negativos que foram criados em torno do futebol. Vai um pedido às duas torcidas: que busquem fazer uma grande festa, festa de paz, onde com certeza as gozações pelo resultado vão existir, mas que se valorizem as coisas positivas que vão acontecer durante a competição”, diz o técnico do Bahia.

Prefeito e governador reforçam coro

O prefeito ACM Neto e o governador Rui Costa afinam o discurso quando o assunto é o clássico Ba-Vi. As duas autoridades reforçam o pedido de paz no jogo que marca a volta das duas torcidas, amanhã, no Barradão.

“O estádio fica mais bonito, é mais emocionante, mais vibrante. A gente tem que superar esse estigma de que as pessoas não podem conviver juntas, isso é um absurdo. Podem e devem estar juntas. Aliás, pode ser até casal, um torcer pelo Bahia e outro pelo Vitória. Que as pessoas venham com o espírito da paz, com o espírito esportivo, principalmente as torcidas organizadas”, diz o petista Rui Costa. 

Neto destaca que a festa destoa da violência.  “O futebol é uma das maiores alegrias dos brasileiros. E, na terra da alegria e hospitalidade, os torcedores do Bahia e Vitória, que fazem um dos maiores clássicos do país, precisam levar para as arquibancadas a mesma alegria que é marca registrada de Salvador em todo o mundo”, salienta o democrata.

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