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1 11/04/2021 14:38

O diretor dos Centros de Controle de Doenças da China, Gao Fu, disse neste sábado (10/4) que o governo de seu país está considerando misturar as vacinas ali produzidas para torná-las mais efetivas.

A fala de Gao numa conferência na cidade de Chengdu incluiu uma rara admissão de que as vacinas chinesas "não tem taxas de proteção muito altas".

Especialistas dizem que a mistura de vacinas, ou imunização sequencial, pode aumentar a eficácia. Pesquisadores britânicos, por exemplo, estão estudando uma possível combinação de Pfizer-BioNTech, que usa mRNA (ou RNA mensageiro), com a vacina Oxford/AstraZeneca, de tecnologia mais tradicional.

Gao não deu detalhes sobre as eventuais mudanças na estratégia, mas citou a tecnologia mRNA como uma possibilidade.

Gao anteriormente havia questionado a segurança das vacinas de mRNA. Ele foi citado pela agência oficial de notícias Xinhua como tendo dito em dezembro que não poderia descartar seus efeitos colaterais negativos porque eles estavam sendo usados pela primeira vez em pessoas saudáveis.

Vacinas feitas por duas farmacêuticas estatais, Sinovac e Sinopharm, foram exportadas para 22 países, dentre eles, o Brasil. O Brasil adquiriu doses da CoronaVac e da Sinovac, atualmente produzida pelo Instituto Butantan.

A eficácia da CoronaVac na prevenção de infecções sintomáticas foi avaliada por pesquisadores em torno de 50,4%, perto do limite que os especialistas em saúde estabeleceram para considerar que uma vacina tem utilidade.

Um porta-voz da Sinovac, Liu Peicheng reconheceu que vários níveis de eficácia foram encontrados, mas disse que isso pode ser devido à idade das pessoas em estudo, à cepa do vírus e outros fatores.

 

Fonte: G1

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