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1 29/04/2021 14:04

Vacinas para COVID. Há segurança?
 
Neste momento de tantas incertezas e medos precisamos nos concentrar no que temos de concreto que são estudos clínicos.
Recentemente tivemos algumas notícias que nos assustaram em relação a vacinas e a relação delas a trombose. Realmente estudos mostraram que houveram casos de trombose relacionada a vacinação (AstraZeneca / Oxford) relatados em alguns países europeus, sendo essas tromboses claramente relacionadas a trombocitopenia (diminuição de plaquetas), sendo uma reação imune do organismo. Essas tromboses podem acontecer em qualquer parte do corpo, sendo impossível prever qual paciente vai evoluir para esse quadro. A maioria dos casos foram em pacientes abaixo dos 50 anos, sendo que a maioria dos casos não tinham histórico de trombose prévios – sendo assim não é possível prever quem irá evoluir para essa condição.
Então o que causa essas tromboses pós vacina? Os pacientes que apresentaram trombose pós vacina formaram anticorpos contra Fator 4 plaquetário, que basicamente é uma reação imunológica do organismo que ativam plaquetas e formam coágulos, sendo que o diagnóstico é feito por Trombose + diminuição de plaquetas abaixo de 150.000. Além disso podemos encontrar aumento de D-Dímero e redução de fibrinogênio.
Os casos relatados iniciaram com sintomas após 4 a 28 dias da aplicação da vacina, podendo se apresentar com: dor abdominal persistente, dor torácica ou sensação de falta de ar, inchaço nas pernas, diminuição de perfusão sanguínea nos membros, sangramento digestivo, cefaleia intensa e persistente acompanhada de turvação visual, náuseas e vômitos e petéquias (manchas avermelhadas). Esses são sinais de alerta e o paciente que tiver um desses sintomas deverá procurar atendimento médico imediatamente.
Importante salientar que esses casos ocorreram na proporção de 1 a 8 casos por milhão (0,0001% a 0,0008%), ou seja, muito inferior ao risco diário de uma pessoa ter trombose! Vamos fazer algumas comparações para se ter uma ideia de quanto temos de risco de trombose na nossa vida normalmente?
- Tabagismo: 0,28% de risco de desenvolver trombose;
- Anticoncepcional: 0,07% a 0,13% de risco de desenvolver trombose;
- Terapia de Reposição Hormonal em mulheres com menopausa: 0,06% de risco de desenvolver trombose;
- Viagens longas de avião: 3 a 12% de risco de desenvolver trombose;
- Pacientes que tiveram Covid com necessidade de internação em UTI: 20 a 25% de risco de desenvolver trombose;
- Pacientes que tiveram Covid com necessidade de internação em enfermaria: 5% de risco de desenvolver trombose;
- Pacientes que tiveram Covid sem necessidade de internação: 1% de risco de desenvolver trombose.
 
Sendo assim, mesmo com a descrição desses casos, na data de hoje, há indicação de uso da vacina sem restrições. Somente não deve fazer uso da vacina pacientes que apresentaram quadro de VIT (trombose induzida pela vacina na primeira dose) ou se for contra-indicada por alguma condição especial de saúde de cada paciente. 
Somente com a ampla vacinação poderemos vencer essa batalha do vírus.
Importante salientar que há necessidade mesmo após a vacinação de manter os cuidados com a pandemia, mantendo o uso de máscara e cuidados de higiene com as mãos.


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