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1 26/09/2018 22:00

Por Francisco Viana*

Confiança: essa palavra, em qualquer língua, em qualquer momento histórico, é que une todas as coisas. Sem confiança nada funciona: nem os mercados ou as instituições , nem os negócios ou as relações entre as pessoas, e muito menos a política. É justamente para atingir a confiança que as fake news se multiplicam às vésperas das eleições que elegerão o novo presidente do Brasil. Vídeos, mensagens e textos visam justamente abalar a confiança nos candidatos, qualquer que seja o partido da sua preferência.

Como identificá-las? Primeiro, vencendo a tentação de compartilhar notícias sensacionalistas, como por exemplo, que transexuais famosos vão comandar programas infantis, o que serviria para reforçar a confiança em candidatos intolerantes é alcançar o resultado inverso com relação a candidatos liberais. Ou seja, essas “notícias” dialogam com nossos desejos, muitas vezes secretos, de que sejam verdade. A seguir, todo cuidado ( ético) é pouco quando as notícias não citam fontes, não são divulgadas por outros veículos ou envolvem nomes de candidatos, a exemplo dos 16 milhões de dólares, em dinheiro e jóias, apreendidos pela Polícia Federal em poder do vice-presidente da Guiné Equatorial que seriam destinados, segundo as notícias falsas, à campanha do candidato do PT à presidência; e há as notícias que são prontamente desmentidas, como a que o Datafolha teria divulgado pesquisa atribuindo a Bolsonaro 41% das preferências do voto. Foi rapidamente desmentida pela própria Folha. Enfim, o importante é votar e dar posse ao presidente eleito.

*Francisco Viana é jornalista e doutor em Filosofia Política (PUC-SP).


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 Francisco Viana 
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