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1 12/01/2018 10:32

 Mais uma vez Canavieiras manteve a tradição conduzindo o Mastro de São Sebastião com festa, fé e devoção. Agora, segundo o legado cultural, a cidade terá mais um ano de tranquilidade e prosperidade. A Levada do Mastro de São Sebastião foi realizada nesta quinta-feira (11), saindo do Cais do Porto, no Sítio Histórico até a Praça da Capelinha, o cortejo com o Mastro, ou o “Pau de Bastião”, como é comumente chamado pela população, percorreu as principais ruas da cidade, com muita festa, alegria e devoção.

À frente do cortejo, o Estandarte com a foto de São Sebastião, seguido do prefeito Dr. Almeida e autoridades políticas. Logo atrás, uma grande multidão formada pela população e visitantes, por último o Mastro de São Sebastião, levado nos braços dos “carregadores”.

Enfeitado com folhas de mangues, reza a lenda que às pessoas de fé bastam retirar uma daquelas folhinhas e guardar na carteira para que não tenham problemas financeiros durante todo o ano. As folhas também são tidas como miraculosas e “servem” para curar os mais diversos tipos de males que acometem os fiéis.

A prefeitura contratou bandas Gero Lima e Toma Swiingão para animar os festejos, após o mastro ser erguido na Praça da Capelinha.

Atalaia – Nesta sexta-feira (12), festejos a São Sebastião foram iniciados no bairro da Ilha da Atalaia, com uma celebração eucarística da palavra na Igreja de Santo Antônio da Atalaia. Em seguida os homens se dirigiram ao mangue para cortar dois mastros. Diferentemente do que ocorre em outros locais, na Atalia são hasteados dois mastros: um para os adultos e outro para as crianças, como manda a tradição. Os mastros são enfeitados e levados para a Praça da Igreja, onde são erguidos.

Em Canavieiras, a Puxada do Mastro de São Sebastião remonta um passado de 150 anos, e a festa movimenta milhares de pessoas no cortejo do Cais do Porto à praça da Capelinha. Em volta do local onde o mastro é fincado são armadas barracas de comidas e bebidas. Apesar do cortejo da Puxada do Mastro ser considerada uma festa profana, muitas pessoas a acompanham com o sentido religioso, além de participarem da novena realizada na Capela de São Sebastião.

 Como tudo começou

A da Puxada do Mastro de São Sebastião  começou há cerca de 150 anos, com uma história de uma família – pai, mãe e um casal de filhos – que veio morar em Canavieiras. Como não encontrou emprego nas roças de cacau, ele resolveu procurar uma área para morar, encontrando-a próximo onde hoje é o bairro da Birindiba.

Na nova casa, mãe e filho foram acometidos pela lepra, morrendo em seguida. Depois foi a vez do chefe da família, que também contraiu essa terrível doença, à época tida como sem cura. Numa noite, enquanto a filha esquentava água para o pai tomar banho teve uma visão. Ela via um homem todo perfurado por flechas, amarrado a uma árvore, que lhe dizia: “Tire as folhas da árvore e faça um chá para seu pai beber. Também coloque na água do banho que ele ficará bom”.

Imediatamente ele contou ao pai e como não sabia qual das três árvores em frente a casa – amescla, arueira e sete cascos – resolveu juntar as três e atender ao pedido. Isso era o dia 11 de janeiro e já no dia 20, o pai se levantou da cama e a terrível doença foi erradicada de Canavieiras, para surpresa da população.

Com saúde, ele arranjou trabalho numa fazenda vizinha e no dia 11 de janeiro seguinte pediu uma folga ao patrão para pagar a promessa. Entrou na mata, cortou um pau, ornamentou com folhas e arrastou pelas ruas da cidade, até as imediações da Capelinha, hasteando o pau. Nos anos seguintes, ele voltou a realizar a puxada, que se tornou tradição na cidade. Com o passar do tempo ele comprou a propriedade em que trabalhava e se tornou um próspero fazendeiro.

 

 

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