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1 10/02/2018 10:00

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que todos os esforços do governo estão sendo empenhados para que a reforma da Previdência seja aprovada na Câmara no próximo dia 19. A despeito da descrença na aprovação da reforma este mês, sentimento que começa a crescer na sociedade, inclusive entre representantes do mercado financeiro, o ministro disse estar confiante.  Meirelles, que falou para um grupo de cerca de 100 empresários mineiros em Nova Lima, cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte a convite do Grupo VB Comunicação, disse que a reforma não é uma opção e sim uma necessidade. "Hoje as despesas com a Previdência consomem metade do Orçamento. Em dez anos vai consumir 80% e em trinta, quarenta anos a Previdência e o País correm o risco de quebrar", disse o ministro. Meirelles disse ainda que, se a reforma da Previdência não passar agora, ela terá que ser feita mais à frente e será mais dura.

Perguntado se o governo pensa em um plano B para o lugar da reforma da Previdência caso a proposta não seja aprovada, o ministro disse que essa possibilidade não existe. Disse ainda que não haverá negociação em torno da idade mínima. "A idade mínima é 65 anos para homens e 62 para mulheres, mas depois de 20 anos. Depois da reforma a idade mínima é 55 e depois de dois anos após a reforma irá subindo gradualmente até chegar aos 65 anos", disse o ministro. Votação - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que, se a reforma da Previdência não for votada em fevereiro, ele só pautará a matéria se ela fizer parte da agenda do próximo presidente da República eleito. Maia disse que está tentando negociar os pontos em que não há consenso para que a previsão de economia com a reforma permaneça cerca de R$ 500 bilhões em 10 anos, "ou pouco menos". 

"Novembro é uma questão do próximo presidente da República. Não há possibilidade de eu pautar a reforma da Previdência, sem que seja uma agenda do próximo presidente da República. Essa é uma questão que a eleição pode ou não resolver. Ou se não votar em fevereiro, vota no início do ano que vem. Agora acho que cada ano que a gente perde sem votar é um prejuízo que a sociedade vai tendo", declarou após reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia.

“Reforma em discussão é ‘muito leve’”

Na avaliação de Maia, a reforma em discussão é "uma reforma muito leve, muito tranquila". "Acho que ajuda muito o Brasil e a possibilidade de que não precise ter, no futuro, uma reforma como outros países fizeram e continuam fazendo até hoje, cortando aposentadoria dos seus trabalhadores. 30% em Portugal e 50% na Espanha. É isso que a gente não quer, chegar a um ponto em que o direito adquirido é discutido", declarou.

Maia defendeu um limite maior para o acúmulo de pensão e aposentadoria, um dos pontos polêmicos e sem consenso da reforma Para ele, o limite de dois salários mínimos, previsto no texto da proposta aprovado na comissão especial, é pequeno e "muito pesado". Para ele, é preciso se construir um texto que não prejudique os que ganham pouco, a classe média e os servidores públicos.

"Certamente a equipe econômica pensa nos que ganham muito. Mas você tem que pensar em casais que ganham dois salários mínimos. Se da noite para o dia um falecer, e o teto é dois salários, a pessoa só vai receber dois salários. E não é um salário alto, é um salário baixo. Então, tem que se tomar cuidado para que o ajuste fiscal também não impacte famílias que fizeram previsão para que no futuro tivessem uma aposentadoria com um mínimo de tranquilidade", declarou. 

Tribuna da Bahia

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